Há muito tempo não escrevo.
Já completei 30 anos e ainda me sinto um novato no planeta.
Não sei quando me sentirei seguro. Mas aprendi que as coisas
Não são como fantasiamos, tanto pro mau, quanto pro bem.
Namoro, há mais de um ano. Nesses meses,
Tive momentos de estrema descoberta, conhecer outro país.
Me sentir querido. Me sentir inseguro. Mas isso não é novo.
A cada dia, como o budismo diz, é preciso renovar os votos
De busca pela felicidade,
De paciência,
De fé.
Vejo o mundo mudar ao meu redor,
Eu também mudo.
Só gostaria de ter vivido,
Ter sido importante,
Ter me sentido pleno como quando fazia teatro.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
Prefácio
Na juventude carregamos na mochila:
Dois pares de incertezas,
Dúvidas estampadas,
Um boné com a frase: - Não olhe pra mim!
Um par de tênis da cor NÃO SEI.
Quando essa jovialidade toda passa,
Somos ainda jovens, mas nem tanto,
Descobrimos que do livro da vida,
Ainda somos o prefácio.
Que cada tombo, cada riso é um capítulo,
Que a história TEM reviravoltas.
Dois pares de incertezas,
Dúvidas estampadas,
Um boné com a frase: - Não olhe pra mim!
Um par de tênis da cor NÃO SEI.
Quando essa jovialidade toda passa,
Somos ainda jovens, mas nem tanto,
Descobrimos que do livro da vida,
Ainda somos o prefácio.
Que cada tombo, cada riso é um capítulo,
Que a história TEM reviravoltas.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Círculo
Hoje conheci um senhor, Sr. João, 74anos. Nossa, um senhor que diante de tudo, aceita e vibra com novos desafios. Ele me fez conhecer-me um pouco mais. O quanto ainda tenho pra evoluir. Percebi com esse contato o quanto ainda julgo à primeira vista, como sou mesquinho, impaciente e egoísta. Todos esses sentimentos não foram expostos, ficaram apenas a contaminar meu pensamento e minha alma. Sei que foram bons, pois pude dar conta deles, lembrar deles assim que o Sr. João me mostrou o quanto encantador era. Um tapa sem mão. Obrigado Sr. João.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Devir
A maior vitória é descobrir o devir.
Sabe o que é?
É o não ser.
O mais importante não é ser, se findar num conceito, numa marca. Sendo assim a profundidade é rasa.
O legal é o estar sendo, o contínuo, a transformação, a continuidade.
Poder dizer isso um dia e aquilo, outro. kkk
Estar meio frouxo no universo.
A riqueza de ser imbecil as vezes é fantástica. A tortura de se conceituar é jogada no lixo.
Sinto-me em eterna transformação e quero permanecer assim.
Um rio, o que é? Ser um rio é não ser o mesmo a cada instante. As margens estão intactas, o rio em movimento.
Não sou. Estou!
Sabe o que é?
É o não ser.
O mais importante não é ser, se findar num conceito, numa marca. Sendo assim a profundidade é rasa.
O legal é o estar sendo, o contínuo, a transformação, a continuidade.
Poder dizer isso um dia e aquilo, outro. kkk
Estar meio frouxo no universo.
A riqueza de ser imbecil as vezes é fantástica. A tortura de se conceituar é jogada no lixo.
Sinto-me em eterna transformação e quero permanecer assim.
Um rio, o que é? Ser um rio é não ser o mesmo a cada instante. As margens estão intactas, o rio em movimento.
Não sou. Estou!
sábado, 15 de novembro de 2008
ONTEM FIZ 30.

"Fazer 30 anos é, entre tantas coisas, finalmente reconhecer a total desimportância que você ou o seu aniversário tem para o mundo. Dessa forma, começar uma crônica com a frase “ontem fiz 30 anos” é de uma sem-vergonhice incompatível com a idade de 30 anos. Esse é o tipo de pensamento que o s seres humanos começam a ter com 30 anos. Até os 30 anos, vivi como se fosse uma entidade imcorpórea. Com a idade premiada, vem a descoberta: você mora num corpo, e esse corpo não é oco. Aos 30 anos, descobrem-se onde fica o fígado, o pâncreas, os rins. Não num livro de anatomia, mas através de pontadas no abdômen. Aos 30 anos, você percebe seu coração esgarçado não é simplesmente uma metáfora, que ressacas podem durar três dias, e cogita a hipótese de parar de entupir suas veias com lixo. Esse é o tipo de lista que os seres humanos começam a fazer com 30 anos. Hoje, vejo que aos 20 era um imbecil que não sabia nem dar bom dia a uma mulher, como diria Nelson Rodrigues. Aos 40, espero não chegar à mesma conclusão quando reler esta crônica. E, sobretudo, não me arrepender demais do trecho da minha biografia correspondente à década que começa hoje. Preocupar-se com a opinião que você terá sobre si mesmo no futuro é o tipo de antecipação inútil que os seres humanos começam a ter com 30 anos. Aos 30 anos, você sente essa compulsão estúpida de fazer contas: quantos ossos quebrados, quantas linhas publicadas, quantos endereços, quantas vezes pra sempre, e assim, cede à tentação estéril de buscar algum sentido ao colocar as coisas em perspectiva, ilusão típica desses seres humanos que completam 30 anos. Tudo o que você não é ainda pode ser a partir dos 30 anos - com óbvias exceções como astronauta, atleta olímpico ou concertista de piano. Ainda dá tempo de escrever a grande obra, seu uma estrela do rock, morar num veleiro e começar a fazer cinema. Esse é o tipo de pretensão delirante e desesperada onde os seres humanos podem, ainda, se refugiar aos 30 anos. No entanto, algo acompanha os 30 anos que é mais importante do que todo o resto: a convicção cristalina de que seus bons defeitos não têm cura. De que você é um acidente esperando pra acontecer desde que nasceu. De que, depois de cada desastre, a vida seguirá - até que acabe. Esse é o alívio possível, essa é a saída- essa é a iluminação do homem de 30 anos. “E aí ele se aproxima não do homem de 20 ou 50, mas do homem de cinco, do homem relaxado, tranqüilo e bem resolvido quando era quando tinha cinco anos.”
(JOAO PAULO CUENCA)
Estou quase lá. Felizmente cada vez mais seguro, feliz e um pouquinho mais sábio.
(JOAO PAULO CUENCA)
Estou quase lá. Felizmente cada vez mais seguro, feliz e um pouquinho mais sábio.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Momento
"Ah, conto que estou levando a vida, digamos que estou numa maré calma, nada de ondas grandes, nem dias muito ensolarados." Há eminência de novo amor, nova paixão, eu, todo contente. A calmaria, espero eu que traga boas tormentas. Que se renovem as esperanças.
sábado, 11 de outubro de 2008
Tudo, nada.
Quando o homem se dá conta da sua tremenda insignificância dentro desse universo, ele sofre menos. A busca pela felicidade, dinheiro, amor, realizações, tudo nos faz menor. Objetivos são importantes, mas nada que nos faça olhar somente pro umbigo nos move e nos evolui. A dor está na tentativa de descobrir quem somos, quando descobrimos ela passa, pois já não há mais o que sofrer se está no fim. É importante saber quem você é tanto quanto não saber. A liberdade de estar a todo o momento se redescobrindo não nos cristaliza no sofrimento ou glória e sim nos emerge a um rio de águas fortes que nos leva a todo lugar e a lugar nenhum. Quem disse que precisamos saber a que viemos? É bom se iludir com a "verdade"? Ela existe? Não. Temos que ser conscientes de que só a tentativa de evolução já valeu. Nós estamos aqui pra buscar... E quem sabe, encontrar. O mais importante é a busca.
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